O Lions Clube de Valinhos criou uma campanha que visa dar um destino adequado a pilhas e baterias usadas. Pouca gente sabe, mas esse tipo de lixo pode causar sérios danos ao meio-ambiente e à saúde da população se não for devidamente processado ou acondicionado após o fim de suas vidas úteis.
O "Projeto Leão Caça-Pilhas" espalhou pontos de coleta de pilhas e baterias usadas pelo comércio de toda a cidade. Mensalmente os Leões esvaziam os mini-coletores, conhecidos como "potes", e seu conteúdo é encaminhado à Suzaquim, na cidade de Suzano, na Grande SP. Após desmontagem, separação e classificação do lixo, a empresa recicla os respectivos componentes, obtendo sais e óxidos metálicos utilizados em indústrias cerâmicas e de química em geral.
Os principais produtos tóxicos presentes em pilhas e baterias são o mercúrio, o manganês, o lítio e o cádmio. O primeiro é facilmente absorvido pelas vias aéreas, em forma de vapor, ou lentamente, pela pele. Em altos teores, o mercúrio pode prejudicar o cérebro e o fígado, e desenvolver defeitos e distúrbios neuropsiquiátricos. Já o manganês torna-se tóxico quando em contato com a umidade, formando um ácido corrosivo. O lítio é considerado venenoso e o contato com esse elemento requer atenção clinica imediata. Entre os principais sintomas de contaminação por lítio estão náuseas, tontura, enjôo, diarréia e tremores. Em contato prolongado ou excessivo, pode causar danos à tireóide e aos rins. Por fim, o cádmio, muito empregado em baterias recarregáveis, como as de celulares e de notebooks, é altamente nocivo, mesmo em pequena quantidade. Ele se acumula nos rins, no fígado e nos ossos, podendo levar a disfunções renais e osteoporose.
O projeto conta com o apoio da empresa Rigesa, da Associação Comercial de Valinhos e da prefeitura. Os mini-coletores custam R$ 5 e podem ser adquiridos na sede da Associação Comercial (rua Itália, 50) ou no Lions Clube de Valinhos (rua Mato Grosso, 612).
* CL Paulo Fernando Silvestre