Agora, se a mesma iniciativa fracassasse, aconteceria o contrário: Ninguém da equipe assume a sua parcela de culpa, pelo contrário, aponta-se sem cerimônia o dedo para o outro membro do grupo e vice-versa, afirmando solenemente: "Foi ele!".
A diferença nos dois casos é a mudança do pronome (Eu ou Ele), dependendo da situação, porém, há uma coisa em comum: No sucesso ou no fracasso, fala-se no singular!
Agora pergunto: Onde fica a ação do grupo (o Nós!), tanto no erro como no acerto, pois, qualquer que seja a iniciativa no dia-a-dia, no sucesso ou no fracasso, ela acontece quando todas as ações são pensadas e executadas em grupo!
No mundo ocidental, há uma cultura muito forte de que tudo gira em torno de ações e resultados individuais.
Vejam agora o exemplo da cultura oriental (no caso o Japonês): Quaisquer iniciativas positivas nas equipes, todos são parabenizados, agora, quando estas não têm êxito, todos assumem automaticamente a culpa e juntos analisam as causas para que tal fato não mais aconteça, pois eles têm a consciência que as conseqüências dos atos vão além da equipe, atingindo as somas dos esforços então empreendidas pelas demais equipes no conjunto de suas atividades, pois esta consciência é um dos principais pilares de sustentação da cultura oriental, sendo este valor transmitido de geração em geração, de Pai para Filho, e assim sucessivamente.
Valores culturais são difíceis de mudar? Sem dúvida! Porém, tudo depende não só quando cada um der o primeiro passo, mas também iniciar um processo irreversível de mudança que envolve perseverança, bem como a consciência de todos que valores se solidificam através das gerações a partir de nossas famílias, continuando nas escolas, estendendo-se para nossa vida laboral e demais grupos sociais nos quais participamos, com resultados benéficos em quaisquer atividades, valorizando-se sempre o grupo e não o individual, que infelizmente contaminam as ações.
* CL Luiz Antônio Rodrigues Ferreira