O grande responsável pelo equilíbrio entre ambiente clubístico agradável e alta performance é um só: o presidente, o líder .
E o que realmente acontece no mundo clubistico? Em uma pesquisa realizada pela EDPL (Escola de Dirigentes e Preparação de Líderes) num dos nossos encontros, 84% dos participantes desempenham apenas 40% de seu potencial. Por quê? Qual é a relação com a liderança?
Segundo Abraham Maslow, todo ser humano almeja a realização pessoal. Ela só ocorre se a pessoa está motivada e se sentir pertencente a algo importante.
Vale lembrar que a motivação intrínseca, ou seja, ninguém consegue motivar alguém, mas sim, estimular.
O papel do líder é oferecer desafios aos seus colaboradores de forma a estimular a sua motivação e, ao mesmo tempo, dar sentido aos desafios oferecidos. Fazendo isso, o líder gera um forte vínculo do colaborador com o clube, tornando-o cada vez mais comprometido com os resultados a serem atingidos.
Para o verdadeiro líder, a sua realização pessoal é colocada de lado e seus colaboradores vêm em primeiro lugar.
Ele os empolga e, com isso, gera um ótimo clima nas reuniões e resultados excepcionais.
Dessa forma, para esse líder, o crescimento no cargo, o aumento no quadro associativo, entre outros, são conseqüências do legítimo interesse do colaborador.
Chefes e gestores não fazem isso, e se não o fazem, não consegue a alta performance.
No Brasil, de acordo com o banco de dados da Muttare, consultoria de gestão, nos últimos cinco anos foram avaliados quase 1.700 gestores. Entre os resultados, podemos destacar que, em uma escala que vai até 100% de uso do estilo:
70% dos casos predominam o estilo de liderança modelador: aquele que consegue fazer que seus colaboradores façam suas tarefas da mesma forma como ele faria, não aceitando formas diferentes de execução. Se não consegue convencer o colaborador a fazer do seu jeito, torna- se autoritário;
60% dos gestores predominam o estilo afiliativo: aquele que, com a justificativa de manter um clima agradável em sua área, evita o conflito a todo custo.
Ele coloca "panos quentes" em situações em que demandariam um posicionamento, e como "protege" os seus colaboradores de pessoas ou situações "ruins", sua equipe tem grande dificuldade de crescer na organização;
Com esses resultados, podemos afirmar que o modelador cria clones, evitando a inovação e o afiliativo, cria "aleijados" que não pensam por si.
Os dois combinados fazem um grande estrago nos clubes. Esses estilos não agem com foco na visão de uma organização nem de acordo com os valores dela e, sim, por interesses próprios.
Colocam a si em primeiro lugar.
Portanto, o que você gostaria de ter em seu Clube: gestores ou líderes?
Vamos pensar.
* CL José Gomes Duba das Chagas