O ser humano, então, em sua busca pela felicidade, sai a percorrer mundos, ajudando a preencher espaços vazios na superfície terrestre e derrubando barreiras e fronteiras de línguas e costumes. Sai a procura de ouro, de dinheiro, de aventuras, de amor e conforto espiritual. Tudo em busca da felicidade.
E, nestas buscas, sempre existe no mundo uma pessoa a procurar por outra. E quando estas pessoas se cruzam, pode ter se encontrado aí o amor, um grande negócio ou o início do caminho pela Paz Mundial.
Foi assim que nasceu a Associação Internacional de Lions Clubes. Começou como um ideal de Melvin Jones, um empresário de Chicago. Ele acreditava que os clubes locais de homens de negócios deveriam ampliar seus horizontes, deixando as preocupações de ordem estritamente profissional, interessando-se na melhoria de suas comunidades e do mundo em geral.
Graças ao espírito idealista e altruístico de Melvin Jones, naquele momento nascia a certeza de que o ser humano tinha um novo ideal a seguir. O de servir a humanidade, prestando-se de guia no inconstante caminho da paz duradoura.
Neste já quase um século de vida, o Lions mudou muito. E quando mudamos é sinal que estamos crescendo. De todas as mudanças, só não mudou a sublimidade, a grandeza do ato de pessoas se unirem para servir.
Dos erros que advém do nosso dia-a-dia, tiramos experiências gratificantes para edificar um futuro de sucesso.
Hoje, fazendo uma avaliação do que se ganha ao ser Leão, posso concluir que se ganha prazer, um alívio d'alma de saber que você está cumprindo com sua parte no nobre ideal de servir ao próximo.
Mas fazendo uma avaliação do Leão em si, podemos concluir que ele se divide em grupos nem sempre plausíveis. Podemos dividi-lo em três grupos distintos:
Sabem que existe uma força invisível que faz unir homens e mulheres para a prática do bem comum. Por tudo isto eles podem ser considerados Leões, mesmo sem serem associados de algum clube, porque eles estão cumprindo com suas missões de servir e não se importam com milhares de seres iguais a eles que podiam servir e não servem, pois sabem que um dia essa força invisível vai tocar o coração destas pessoas.
E você, se enquadra em algum destes casos?
Se você é um Leão que se preocupa, preocupe-se um pouco mais com seu clube. Com certeza seu clube tem associados do primeiro grupo. Faça uma análise criteriosa ao admitir um novo associado e não permita que os seus companheiros sejam apenas nomes ilustrando o quadro social. Faça com que sejam, antes de tudo, verdadeiros companheiros e reservas potenciais de liderança em direção ao Futuro Leonístico.
PS. Nos últimos anos o aumento de associados tem sido um dos objetivos de Lions Internacional e compartilhar o Lions com outras pessoas da comunidade é o único caminho que temos para alcançarmos com êxito o equilíbrio e o desenvolvimento do quadro social.
Compartilhar é o caminho que leva um Lions a ter sucesso em seu projeto de desenvolvimento. Buscar na comunidade homens e mulheres que queiram praticar o ideal de servir e que se enquadrem dentro do grupo 3 citado acima. Estas pessoas já possuem o Perfil Leonístico preconizado por Melvin Jones, só temos que encontrá-las. E como encontrá-las?
Para encontrá-las é necessário que cada leão assuma o compromisso de trazer para o convívio de todos, mais um companheiro.
Um levantamento prévio e criterioso feito em nossa comunidade (parentes, amigos, clientes, fornecedores, profissionais liberais, empresários, funcionários públicos, etc.) pode revelar todas aquelas pessoas que preenchem os requisitos para se tornarem um grande leão.
O raciocínio é matemático: se cada leão tiver em seu clube um afilhado com o seu Perfil Leonístico, este clube está fadado ao sucesso.
Crescer o Lions com qualidade é compromisso, responsabilidade e dever de todos os leões. É a única e eficaz forma, tenho certeza. Lembremo-nos que se hoje estamos no Movimento Leonístico é porque no passado alguém lembrou-se de nós.
Pelo futuro do Leonismo Brasileiro. Traga mais um, pelo menos um companheiro.
* CL Paulo Fernando Silvestre