Reunida a comissão, discutem-se os termos da campanha ou evento social, a forma que deverá tomar, métodos, objetivos, caminhos. Chegado a um consenso, o resultado é levado pelo presidente da comissão ou por seu porta-voz ao Presidente, para a sua apreciação e encaminhamento à assembléia.
O fato de haver uma comissão para tratar de determinado assunto não significa que a sua decisão, ou unitariamente a do Presidente, devam prevalecer sobre a da assembléia, nem que esta não seja ouvida ou se manifeste. É bom frisar que, em um clube de Lions todas as decisões devem ser tomadas em conjunto, ou seja, há que passarem, necessariamente, pelo crivo da assembléia.
Em verdade, os membros da comissão são os desenvolvedores da idéia inicial, mas não os seus donos. Sua função termina quando a assembléia aceita ou rejeita a opinião da comissão. Em quaisquer dos dois casos, seus membros devem voltar à postura de associados, felizes em colaborar com a totalidade do clube, não importando que suas conclusões sejam aprovadas ou rejeitadas. E isto não significa que haja perda de individualidade, mas que a uma Reunião Leonística deve ser um exemplo de democracia plena, em que a vontade da maioria prevaleça, ainda que a comissão tenha consciência que os resultados não serão os planejados inicialmente. A união dos companheiros do clube é mais importante do que as diferenças pessoais.
Cito como exemplos duas atitudes desagregadoras que, sempre perguntando e escutando atentamente, descobri serem mais comuns do que poderia supor em toda a minha Vida Leonística.
A primeira é a do companheiro que passa a sentir desmotivado na primeira objeção feita aos resultados da comissão da qual participou, encarando o fato como rejeição pessoal. Outra é a de membros de uma comissão, cujos estudos ou planejamentos não foram aprovados, e que passam a votar sistematicamente contra estudos ou planejamentos de comissões da qual não participem.
Na realidade, é bastante normal que uma assembléia não encampe, em parte ou totalmente, a proposta de um Presidente ou as conclusões de uma comissão. Muitas vezes, no entusiasmo de concretizar uma campanha, alguns ângulos deixam de ser devidamente apreciados e isto é percebido pela assembléia. Portanto, qualquer atitude eivada de mágoas ou rancores não faz parte da postura de um bom Leão e pode nos encaminhar a um princípio de formação de facções.
Citando o CL EGD Tozzi, em uma das suas Instruções Leonísticas. "Esta desunião não é o que se pode desejar, nem que se pode permitir. Não é o que se espera de uma Associação voltada à prática da solidariedade. Não é o que se espera de um companheirismo autêntico, pois a verdadeira prática do Leonismo não constrange. Mesmo porque, não se é permitido que estes propósitos possam ser questionados por aqueles que não são capazes de agregar valores."
Não nos esqueçamos que um dos males mais destrutivos encontrados em um clube é a ocorrência de facções, pois elas trazem em seu bojo a discriminação, o desamor e a irresignação, matando todo o sentimento de companheirismo que possa existir. Em um clube de Lions não há lugar para egos inflados e, sim, para o exercício pleno da humildade e da coesão, sob pena, na melhor das hipóteses, de afastamento de associados e, na pior, de perda dos mesmos.
* CaL Rosinha Menezes