Estudando matérias publicadas por especialistas e observando que suas propostas, embora voltadas para o meio empresarial, poderiam ser perfeitamente assimiladas pelo Leonismo, pareceu oportuno trazê-las à tona, mesmo que já tivessem sido abordadas em nosso movimento sob outra forma.
Certamente elas poderão ser úteis aos Dirigentes Leonísticos (em todos os níveis hierárquicos) que estão sendo eleitos para o próximo Ano Leonístico, já que seu intuito é o de refletir sobre o que poderia ser feito para amenizar o referido impacto:
Ter um projeto estratégico
A ausência de um projeto estratégico para qualquer gestão pode deixar o dirigente desorientado, por isso é aconselhável se desenvolver um plano alternativo que proteja a organização do insucesso. É recomendável que se tracem planos, se identifiquem os objetivos, se procure conhecer quais serão as necessidades, não só da comunidade que se atua, mas também dos associados e, por fim, que se desenhem diferentes caminhos a percorrer para alcançar essas metas. A excelência de serviços e a manutenção e o crescimento de associados costumam percorrer o caminho da diversificação. É preciso ser flexível e antecipar-se para não perder o compasso das mudanças;
Ficar atento às mudanças
As crises, em geral, são acompanhadas de mudanças. Portanto, é importante que os dirigentes estejam conectados às transformações dentro da sua comunidade e dentro do convívio leonístico. Ficar imerso no que está sendo feito e não perceber o que acontece em volta pode afastar a organização das necessidades, demandas e até das novas prioridades da comunidade e dos associados. Nem sempre, porém, essas mudanças são explícitas. È necessário ficar atento e buscar a comunicação, formal ou informal. Procurar ser pró-ativo e contribuir para que a organização sobreviva aos problemas. Tal atitude pode fazer toda a diferença;
Ponderação
O pessimismo é ruim para a saúde mental, psicológica e física e afeta o desempenho. Pode inclusive impedir que sejam encontradas saídas para os problemas. Canalizar as energias para atuar melhor, para administrar a angústia, medos e incertezas é uma alternativa. Ponderar, no entanto, a autoconfiança. Em excesso ela também pode ser prejudicial para a gestão da organização. Além de causar acomodação, pode fazer perder o senso da realidade. Priorizar o meio termo é a grande saída.
Ser flexível
A inflexibilidade, em momentos difíceis, só tende a atrapalhar ainda mais a gestão da organização. Isso porque, geralmente, a situação propicia mudanças e é natural certa resistência, até porque sair da zona de conforto é difícil. Mas é preciso ressaltar que nem sempre as transformações são negativas. Assuntos como reuniões festivas em clubes, mensalidades de clubes e taxas cobradas dos clubes pelo Distrito e pela Associação Internacional, assim como a realização de eventos como Reuniões Distritais, Convenções, publicações e outros eventos similares devem ser reavaliados à luz da realidade econômica atual. O dirigente flexível avalia a situação e cria estratégias para agir.
Inovar e criar
Fazer o que for necessário para superar a crise. Procurar identificar onde é possível agregar valor, pensar em projetos sustentáveis para a comunidade ou onde se pode reduzir os custos operacionais da organização sem afetar sua coluna vertebral. É importante ultrapassar o convencional e ter mente empreendedora para criar e inovar sempre, principalmente hoje, aonde existem meios eletrônicos que podem contribuir significativamente na redução de custos. Agir com bom senso, lembrando que os gastos da organização devem ser por ela suportados e não cobertos por quem eventualmente esteja dirigindo-a.
Motivar
A motivação é a locomotiva dos bons dirigentes que devem lutar para não deixar o momento difícil abalar e comprometer a qualidade do trabalho de sua organização. Quando alguém deixa de acreditar, deixa de lado também os motivos que ajudam a organização a crescer. Além disso, perde a capacidade de inovar, de contribuir e ousar. Pessoalmente não permita que os problemas abalem seu desejo de servir ou tornem os desafios mais difíceis do que são e lute para que o mesmo ocorra em sua organização, transformando os momentos difíceis em prazer.
Tomar decisões ponderadas
As tensões são comuns durante as grandes dificuldades. Portanto, cuidado. Nada de tomar decisões baseadas no desespero. Pondere todos os pontos negativos e positivos e pense bem antes de qualquer decisão. Compare os benefícios de uma nova atividade com aquelas que são feitas atualmente ou quais os benefícios que determinada despesa possa efetivamente estar contribuindo eficazmente para a comunidade Leonística. Lembre-se que crises estimulam mudanças. Enquanto há necessidades em declínio, há outras em expansão.
* CL Luiz Carlos de Oliveira