O que necessita o Leão para ser um bom presidente
Dirigir com acerto, ser um bom dirigente, é sem dúvida o desejo e o objetivo de todo o companheiro que se vê investido na honrosa função de Presidente de Clube. O que ele pretende é fortalecer o clube na comunidade, com uma atuação marcante. O que ele almeja é tornar o clube cada vez melhor conceituado, cada vez mais presente na vida da comunidade.
Há no início de cada gestão, um estado de espírito dominante em todo o clube; diríamos de expectativa, de confiança, de esperança e mesmo de redobrado entusiasmo. Os que escolheram o presidente estão certos de haverem optado pelo homem certo para o momento. Estão esperançosos e confiantes de que o comando está em boas mãos.
E o escolhido tem a certeza, e é natural, de que não desmerecerá a confiança recebida e, para tanto, está dominado pelos melhores propósitos de arregimentar forças para uma gestão profícua.
É evidente que a condição primordial para ser um bom presidente, no geral, é conhecer o que se está dirigindo e ao Leão, no particular, é imprescindível que ele ame a instituição. E se ama, conhece Lions, porque ninguém ama o que não se conhece. Este é o que nos parece, o ponto inicial, a linha de largada para um exercício administrativo coroado de êxito.
Começa o presidente com a elaboração de um plano de atividade todo ele direcionado ao fortalecimento do clube e, consequentemente, à valorização da Instituição Leonística.
É o momento em que se acentuam os desafios: na distribuição de tarefas, na indicação dos nomes certos para as diversas comissões, no sentido de obter aquele trabalho de equipe indispensável à execução do plano proposto e a consecução do objetivo pretendido.
Ao acionar o trabalho de equipe é que o presidente tem a oportunidade de provar e de sentir que aquelas qualidades pessoais que justificaram a escolha do seu nome, aqueles atributos, aquelas virtudes leonísticas que são comuns a todos os companheiros (ou, pelo menos, devem ser).
É o momento do presidente sentir que há no clube aquela predominância de valores que dá ao Lions uma condição ímpar! Em Lions não há hierarquia. Todos são iguais. Todos são líderes. Porque para ser Leão todo o indivíduo tem que ser um bom dirigente. Ele, o Leão, foi recrutado pelas suas qualidades pessoais, foi escolhido porque é capaz de servir desinteressadamente. Há, portanto, uma consciência única de servir, comandando a ação de dirigentes e dirigidos.
O bom presidente terá de conscientizar-se de que a "verdadeira liderança pressupõe no líder um servidor do grupo" e nos componentes do grupo deverá haver aquela disposição generalizada de colocar a serviço do clube os valores de que cada qual é portador e que serviram de aval para o ingresso em Lions. As responsabilidades são comuns a todos.
Não só os presidentes, mas todos os que integramos as fileiras de Lions temos um objetivo comum e o seguimos como a um evangelho: "O objetivo de Lions é estimular e fomentar o ideal de servir como base de todo o empreendimento digno..." É um convite permanente à ação.
Como alcançar tal objetivo, sem trabalho, sem perseverança e sem altruísmo? Não servir ou negar-se a servir. Omitir-se ou tapar os olhos para não ver e os ouvidos para não ouvir. Seriam atitudes e posições proibitivas ao Leão que negaria todo um compromisso moral e ético por ele assumido ao ingressar em Lions.
As nossas comunidades com tão extenso rol de problemas, com tamanha complexidade de carências, constituem sem dúvida um constante desafio às consciências e às lideranças, delas exigindo uma permanente mobilização.
Lembremo-nos, companheiros, de que somos permanentemente fiscalizados e julgados, não tanto pelo que fazemos, mas, sobretudo, pelo que deixamos de fazer. Usemos a nossa capacidade de realizar unindo as forças das lideranças que compõem os nossos clubes e façamos algo que possa projetar o trabalho leonístico, conferindo-lhe a merecida dimensão. Ao Leão compete a responsabilidade de valorizar Lions pelo seu trabalho.
Gostaríamos de concluir estas considerações resumindo-as a algumas ponderações aos novos Presidentes de Clubes ditadas pela minha experiência, Cultura Leonística e Vivência Leonística:
- O exercício da presidência é a oportunidade que o clube oferece ao Leão para melhor servir o Lions e à comunidade. Isto será possível com planos de trabalho exeqüível e realistas.
- É muito mais útil ser modesto, simples, realista do que sonhador. O que o presidente nunca pode ser, sob pena de pecar e esvaziar o seu trabalho é ser um improvisador apenas.
- O presidente, como qualquer dirigente, não pode ignorar a importância do trabalho de equipe para qualquer resultado positivo de um plano de atividades. É dirigindo a equipe que ele exerce a sua capacidade de liderança.
- O presidente escolhe comissões, delega poderes, confere atribuições, mas é membro "ex officio" de todas as comissões e, como tal, deverá não só cobrar permanentemente a execução das atividades planejadas, como emprestar colaboração e ajuda aos companheiros para superar dificuldades e encontrar soluções.
- Na prática, uma das medidas mais salutares para evitar crises no clube são as reunião freqüentes e planejadas do Conselho Diretor (Reunião de Diretoria). É muito difícil a inexistência de crises, umas menores, outras maiores, mas sempre crises. Quase todas estarão a exigir do presidente a capacidade decisória e as decisões reclamam sempre tolerância, compreensão e energia. A ele caberá distinguir quais as resoluções pertinentes à presidência, ao Conselho Diretor e à assembléia.
- A atuação dos clubes não pode limitar-se ao plano de atividades previamente elaborado, nem pode o presidente acomodar-se com a sua execução, pura e simplesmente. Sob a sua liderança, impõe-se uma busca permanente na comunidade de motivos ou fatos que reclamem e justifiquem a participação ativa dos companheiros, dando assim cumprimento ao seu primordial objetivo que é servir.
- A abordagem, na Assembléia Geral Ordinária (AGO), de problemas da comunidade por companheiros ou convidados, além de efetivar a participação do clube, como entidade de serviço, promove a necessária movimentação desses encontros, tornando-os produtivos. As reuniões monótonas, rotineiras, inócuas, infecundas se constituem em grandes responsáveis pela evasão de associados.
- A participação de autoridades, técnicos, dirigentes de classes, líderes empresariais, como convidados para discussões de problemas que afetam a comunidade é providência de grande valia para subsidiar os projetos do clube e suas soluções.
- Afinal, o que o Leão precisa para ser um bom presidente é ter a consciência plena da sua função de líder e exercê-la com seriedade e com operosidade. Consciente de que Lions é um ideal em ação e de que esta é uma ação dirigida, a ele compete promover o ordenamento das atividades e o recrutamento de companheiros para que ela se exerça com determinação, em toda a sua plenitude.
- O Trabalho Leonístico é marcadamente o que alguém já definiu como "variedade na constância", variedade nas administrações que se sucedem anualmente; variedade na ênfase que cada um dá às diretrizes básicas dos planos de atividades; variedades na forma de conduzir as reuniões; variedade na política que preside a atuação do clube na comunidade. Temos também que ter constância absoluta na busca dos Objetivos Leonísticos; constância na prática da Ética Leonística; constância, enfim, na consecução do grande ideal de Lions que é SERVIR.
* CL Paulo Fernando Silvestre
Editor do site
Instruções Leonísticas
Membro da Escola de Preparação de Líderes do Distrito LC-2
Assessor de Instruções Leonísticas do APLIONS
Associado do Lions de São Paulo - Ipiranga - DLC-2
E-mail:
paulo@instrucoesleonisticas.jor.br
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