Aqui em Portugal, como aí no Brasil de acordo com documentos a que tenho acesso, como mundialmente este é um tema premente, dada a subida em flecha de crianças que não têm integração no mundo actual. São cerca de 200.000.
Sob o tema de "Crianças Excluídas", realizou-se em Portugal,no Distrito 115-Centro Norte mais pròpriamente em Caminha, sob o apoio do Lions Clube - Vila Praia de Âncora, na pessoa do CL Manuel Amial, o SIMPÓSIO DE CRIANÇAS EXCLUÍDAS, tendo como directora a CaL Isabel Pinheiro, como assessora para a surdez a CaL Conceição Lages, e, como assessor da visão o CL Rui Sampaio.
Acompanhei de perto a organização do simpósio, e, dada a importância de que se revestiu nos meios lionístico e leoístico, achei por bem fazer uma reflexão alargada aos lions e leos do Brasil.
As crianças excluídas têm o direito a ter uma vida, a serem felizes, a fazerem parte integrante do mundo em que vivem, e os lions têm a responsabilidade de as apoiarem, como movimento voluntário que integram, reconhecido mundialmente.
Não esqueçamos que essas crianças serão os homens e mulheres de amanhã, e, como tal têm que ser amparadas e orientadas.
Cabe aos lions serem parte interveniente na resolução deste problema que assola a humanidade, e tão esquecido pelos governantes, que não vêem ou querem ignorar.
Não pensemos que o problema das crianças excluídas afecta somente os países subdesenvolvidos, existe também nos países desenvolvidos, e sob o olhar incólume de muitos ricos, que por egoísmo, hipocrisia ou cumplicidade criminosa, se recusam a olhar para o lado e a ponderarem sobre o quanto poderiam contribuir para minorar as desgraças à sua volta.
Se cada um de nós, em seu clube, fizesse um esforço para olhar de frente este gravíssimo problema tentando ir ao encontro de soluções seria com certeza deveras frutífero para a humanidade se pelo menos uma criança fosse salva não direi mais, mas em cada área de circunscrição de um clube. Como fazer, como ajudar?
Lions e Leos devem unir-se nesta tarefa de entreajuda, e cada um de nós deverá fazer uma reflexão séria nos caminhos a serem tomados. Somos estatutàriamente clubes de serviços, daí que a solidariedade implícita no nosso código de honra nos conduza a servir a sociedade onde nos incerimos e a termos um desejo profundo por um mundo melhor no universo em que vivemos.
Poderemos então promover rastreios que ajudem na detecção de doenças fazendo com que os deficientes tenham direito à vida e à integração social.
Poderemos divulgar casos de maus tratos e denunciá-los à justiça se necessário.
Poderemos criar programas no sentido de permitir o acesso das crianças aos serviços essenciais.
Poderemos incentivar a criação de tempos livres nos bairros problemáticos.
Poderemos fornecer ajuda monetária a instituições ao serviço dessas crianças.
Poderemos incentivar palestras que incentivem a população na ajuda de crianças excluidas, etc...
Por aflorar todas estas vertentes, achei o resultado do Simpósio maravilhoso, já que me fez reflectir sobre situações com que infelizmente muitas vezes me deparo, embora vivendo numa região dita priveligiada.
Espero com este artigo ter sensibilizado também os Lions do Brasil, levando-os à reflexão e depois à prática no terreno e, com certeza todos iremos ajudar a minorar os males que nos perturbam, fazendo com que o futuro seja um tanto melhor.
Saudações lionísticas
* CaL Maria Odete Gomes da Rocha