Vi memoráveis campanhas e vi clubes vivendo de um passado distante.
Jovens Leões e domadoras dando tudo de si para depois se tornarem apáticos e aborrecidos até, com aquele clube que tantas alegrias lhes deram.
Por isso, dividimos essa instrução em 3 tópicos:
O Novo e o Velho Clube - O Velho e o Novo Associado - Companheirismo
O Novo Clube - No sentido físico é aquele recém fundado. No objeto desta instrução, é aquele em que o entusiasmo de seus membros salta aos olhos. Em que tudo é motivo para uma campanha. As assembléias são uma festa. Todos sentem no peito o orgulho de ser leão. O uso do broche é uma obrigação de cada um, mas acima de tudo um orgulho e um prazer. A participação nos Eventos Leonísticos é compromisso e, mais ainda, é satisfação. As domadoras, as companheiras e, até os filhotes, dão de si, participam,vibram.
E conhecemos muitos clubes assim: Novos nas ações, embora com muitos anos de existência. Se o seu clube não é um desses novos clubes, É hora de analisar o que está faltando para voltar àqueles grandes dias.
A Filosofia Leonística mantém-se nova como as palavras de Cristo.
Servir ao próximo, ao necessitado, participar, nunca sai de moda.
E por que envelhecemos? Por que aquele Clube é um CLUBE VELHO? Vamos refletir juntos.
O NOVO ASSOCIADO - Bem trabalhado pelo seu padrinho o novo associado poderá se tornar o motivo da continuidade de um clube. É nova idéia, é sangue novo. É esperança de rejuvenescimento da Célula Leonística.
Mas é preciso não deixá-lo envelhecer. Aproveitar seu entusiasmo, dando-lhe tarefas, fazendo-o necessário, prestando-lhe atenção. A ele e à sua domadora.
Já dizia o presidente internacional 1976/77, o brasileiro João Fernando Sobral: "Faça seu semelhante sentir-se necessário".
No início, nos primeiros anos de Clube, o novo associado tem uma noção de que o Clube é muito maior do que ele e que precisa fazer tudo para merecer a honraria de pertencer aos seus quadros.
É preciso suprir o novo associado de Literatura Leonística para que ele saiba pra que está aqui, qual a missão: sua e do Lions, entidade a que pertence.
E aqui eu tenho um recado para o padrinho. Ao pensar em convidar alguém para o clube, pense em convidar uma pessoa que tenha mais ou menos a sua idade, quando você entrou no Lions. Assim você formará uma equipe jovem, com o gás natural dos jovens, que aliado à sua experiência e dos demais companheiros mais antigos terá um clube atuante, dinâmico por muito mais tempo.
O velho associado - Não na idade física, mas na mentalidade, o velho associado é aquele que tem a falsa idéia de que ele é muito maior do que o seu clube. E daí vem a negligência. Falta às reuniões, desaparece nas campanhas. Quando vem ao clube, vem sozinho, sem a domadora, por que esta também acredita estar o clube aquém de seus anseios. Mas é mero engano.
Vemos companheiros e domadoras com 20, 30, 40, 50 anos de Lions com o mesmo entusiasmo, reconhecendo não só a grandeza do movimento, mas conservando o grande prazer de servir, portanto, um novo associado.
Outra característica do velho associado é a desmotivação sem motivo. Quando o clube está pujante, recebendo elogios da comunidade, brilhando, ele está lá, firme, às vezes, até usufruindo do prestígio da entidade. Quando, porém, o clube passa por uma crise, ou está mais fraco ele salta fora do barco, em lugar de juntar suas forças às de outros abnegados e fortalecer aquele que lhe deu tantas alegrias antes. É nessa hora que você mostra o verdadeiro espírito de leão que tem dentro de você. E temos visto tantos exemplos, ao longo da vida. Tanto de uma forma, quanto de outra.
Companheirismo - Você dirigente. Eleja o companheirismo como meta principal de seu clube. Reúna seus companheiros, companheiras, domadoras e filhotes, futuros leões.
O companheirismo que começa em festa, na maioria das vezes termina na elaboração de uma próxima campanha, de um Serviço Leonístico. Aumenta a amizade pessoal.
Quantos amigos temos hoje,conseguidos na prática constante do companheirismo.
E para encerrar gostaria de deixar aqui um pedido a você que nos acompanha:
Plante uma árvore dentro do seu coração. Pendure nos galhos dessa árvore os nomes de todos os seus companheiros; os antigos e os mais recentes; os que vê a cada dia e os que raramente encontra; os das horas difíceis e os das horas alegres. Uma árvore de raízes muito profundas e fortes para que seus nomes nunca sejam arrancados do seu coração.
Viva o Leonismo em toda a sua plenitude, porque, apesar de tudo, vale a pena ser leão.
* CL José Severino do Carmo