Segundo a mesma pesquisa são Usuários: 4,1% dos jovens de 12 a 17 anos usam maconha, 54,3% usam álcool, 15,2% usam tabaco, 0,5% usam crak e 0,1% cocaína, é o resultado de uma pesquisa realizada pelo Ibope a pedido da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Estes dados foram publicados no Jornal Diário da Manhã de Goiânia. Os números dão a dimensão do problema que tende a se agravar ainda mais se alguma coisa de fato não seja concretizada pelo Poder Público como também da Sociedade Civil Organizada. Não se trata de apontar culpados, mas buscar soluções.
Álcool e Drogas - Pelo menos uma vez na vida o uso das substâncias já provocou algum acidente de trânsito, envolvimento com brigas em casa e nas ruas e ocorrências com a polícia. Elas fazem parte do universo de cinco milhões de brasileiros (12,6%), nesta faixa etária (6 aos 17anos), que apresentam sintomas de transtornos mentais graves, como hiperatividade ou desatenção, transtorno de aprendizagem ou bipolar, depressão, irritabilidade e comportamentos desafiadores, dados este afirmados pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) que encomendou a pesquisa.
Segundo ainda a pesquisa, 9% dos jovens que pertencem à classe C já apresentaram problemas causados pelo uso de álcool, maconha, ecstasy, cocaína, crak, lança-perfume, cola ou LSD. Nas classes A e B o percentual cai para 4%. Crianças de famílias com renda entre 1 e 2 SM também estão mais expostas: 10% delas já tiveram experiências com drogas, enquanto nas de orçamento superior a 10 Salários Mínimos o índice reduz a zero.
Além da exposição, foi detectada maior dificuldade para mães de baixa renda encontrarem tratamentos aos filhos. O Sistema Único de Saúde (SUS) não conseguiu oferecer ajuda a 60% das famílias que recorreram aos serviços públicos de saúde.
A época de maior incidência no consumo é o período em que a criança esta matriculada na 5ª à 8ª séries do Ensino Fundamental, quando 11% das mães reconhecem que filhos fazem uso de drogas entorpecentes.
Conseqüências: Caso se mantenham usuários, esses jovens também desenvolverão sérios prejuízos cognitivos. Estudo feito no Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo apontou impacto acentuado da droga no cérebro de menores de 17 anos, comparados aos usuários que começaram a usar após essa idade. Isso afirma que quando mais cedo à iniciação, maiores as dificuldades para solucionar problemas e criar estratégias.
Hereditariedade: É um fator de risco importante e que não pode deixar de ser mensurado, filhos de alcoólatras viciados que apresentam doenças como hiperatividade ou transtorno bipolar, tem mais chances de desenvolver o mesmo problema é o que afirma o médico Marcelo Caixeta da ASMIGO (Hospital de Psicologia Médica Goiana).
Realidade: O cenário é real e não podemos tentar virar o rosto e nem tão pouco empurrar para debaixo do tapete ou simplesmente dizer não tenho nada com isso. Trata-se de um problema social grave que nos impõe duas alternativas: resolver ou procurar resolver o problema que não é apenas de um núcleo restrito de pessoas, mas que envolve toda a sociedade, pois ninguém esta imune a esta tragédia.
O Que Fazer? Não é a solução definitiva redentora nem a receita pronta, mas um caminho que hoje podemos trilhar com grandes chances de êxito, chama-se EDUCAÇÃO, sem ser impositiva nem coercitiva apontará caminhos para os nossos jovens, que de posse das ferramentas do conhecimento terão uma visão clara, transparente da sua importância e o seu valor como pessoa na sociedade em que vive e como responsável na construção das bases para o seu próprio futuro.
Contribuição dos Leões: O Programa Lions Quest.
Os Lions Clubes do Brasil educando nossa juventude é uma importante ferramenta para a construção desse futuro, oportunizando aos nossos jovens (12 aos 18 anos) acesso ao conhecimento e habilitá-los a dizer com determinação NÃO ao ilícito, capacitando-o a ser autor e ator da sua própria história de vida onde a dignidade, o amor próprio e alto estima sejam as bases sólidas desse roteiro e que prevaleça no presente e no futuro.
Educação é o único bem que ninguém rouba, tira ou desapropria.
* CL Paulo Lamego