O ex-Dirigente é o Companheiro-Leão que ao longo do mandato da diretoria no clube em seu Ano Leonístico, ganhou uma experiência única e riquíssima e, via de regra, empenhou-se de tal forma tendo como resultado um grande trabalho.
Eis então que ocorre a "passagem do bastão" com a mudança de diretoria e os votos tradicionais (e sinceros!) de uma boa gestão a nova diretoria e o desejo que continuem os trabalhos nos quais a diretoria que sai tanto se empenhou em seu mandato para a sua concretização.
Como conseqüência, e tão comum quanto nós imaginamos, vemos o ato salutar do ex-Dirigente em se empenhar a ajudar o novo diretor da melhor forma possível, e é aí que se iniciam possíveis conflitos, que ocorrem em qualquer grupo onde hajam seres humanos reunidos.
Demonstro abaixo a origem de alguns dos conflitos mais comuns nos clubes:
Chega um determinado momento no clube que estes exemplos que citamos acima (e qual clube já não passou por esta situação?) vão gerar um impasse, onde os atuais dirigentes querem trabalhar e os ex-dirigentes, sem perceber, ao invés de ajudarem, começam a prejudicar os trabalhos, e aí está formada a confusão!
É nesta hora que, se não houver um bom trabalho de prevenção antes para que estas situações não acontecessem, podem gerar cisões que se tornarão dependendo do caso inevitáveis, podendo ocasionar feridas que não se cicatrizam, abalando de tal forma um clube, vindo a ocorrer até o fechamento do mesmo em casos mais graves.
E aí vem a pergunta: como podemos conciliar a energia dos novos diretores, aliando a valiosa experiência dos ex-Dirigentes, sem que haja uma ingerência que possa prejudicar o trabalho da diretoria que entra, minando os ânimos dos mesmos e por conseqüência rivalidades que podem desencadear problemas sérios para os clubes?
Podemos fazê-los com atitudes simples, mas eficientes, onde cito abaixo algumas delas:
Para terminar, cito dois pensamentos do sábio PIP, CL João Fernando Sobral e extraídos do "Leão Sabido", escrito e editado pelo grande PID CL Áureo Rodrigues: "Todo o Leão deve ter orgulho não só dos serviços do seu próprio Clube. Cada associado deve ser orgulhoso de pertencer a uma Associação global como a nossa, que escreve gloriosas páginas da história do serviço voluntário."
"Faça o seu semelhante sentir-se necessário".
* CL Luiz Antônio Rodrigues Ferreira