O abaixo, em hipótese alguma, tem o intuito de julgar, criticar ou ferir suscetibilidades de qualquer companheiro que foi ou é um Dirigente Leonístico e muito menos criticar a organização. O que se pretende é expor uma análise de um ponto de vista, com a finalidade exclusiva de sensibilizar a classe gerencial do leonismo e, quem sabe, angariar adeptos para a possibilidade de uma "verdadeira mudança", tão preconizada nos últimos tempos.
1 - Gerenciamento da organização
Não se pode imaginar que uma organização do tamanho do Lions possa ser gerida sem que a cúpula determine metas para serem atingidas para todos os objetivos e que isso seja diluído em toda a pirâmide organizacional.
Pelo que entendo isto já ocorre com muita ênfase para uma das bandeiras que é "a menina dos olhos da Associação Internacional de Lions Clubes ", ou seja, o combate à cegueira. Pode ser visivelmente notado que, sobre este assunto, são estabelecidos objetivos e metas de arrecadação que são acompanhadas e premiadas.
E quanto a gama enorme de serviços prestados aqui no Brasil?
Pelo que li existem objetivos gerais (sustentando protocolos realizados com a ONU - o que é para não se botar defeito) mas inexistem metas, acompanhamento e avaliação diluídas entre os escalões da hierarquia.
2 - Oportunidade de Mudança
Inexistindo um gerenciamento efetivo sobre os objetivos e metas em toda a pirâmide organizacional é alto o risco de haver dispersão e perda de controle.
Não é muito raro de visualizar que isso possa estar ocorrendo.
Tem sido quase que comum a mudança contínua de foco a cada gestão.
O que deu certo na gestão anterior não é continuado pela seguinte, mesmo que tenha sido um sucesso. Cada um quer deixar sua marca, atacando pontos distintos ou opostos, o que é compreensível.
Seríamos injustos em não reconhecer o tremendo esforço e amor com que cada um dos dirigentes dedicou e tem dedicado para o Leonismo, dando o melhor de si, assim como é incabível tolher a criatividade de cada um.
Chego a fazer uma comparação com aquele time de futebol que, não sabendo quantos pontos tem que alcançar para se classificar para as finais do título, entra em campo a cada jogo sem saber se tem de ganhar ou pode empatar ou até perder. Troca de técnico a cada ano e, cada um deles, aplica suas táticas. Os jogadores (clubes), percebendo que não existe uma seqüência, aplicam as suas próprias e tocam o barco da melhor maneira possível, esquecendo até se existe um campeonato...
Quanto à avaliação fica para cada um.
Será que isso que acontece com as ONGs, se for o caso de realizar uma comparação?
Parece-me que, para começar, o Leonismo no Brasil tem que definir se ele quer mudar seu direcionamento, centralizando suas atividades unicamente em torno da bandeira " menina dos olhos" ou se ele quer continuar a manter as diversas frentes de trabalho, buscando antes conhecer muito bem as necessidades das suas comunidades.
Nesta segunda hipótese, parece que é absolutamente necessário que o leonismo mude a forma de se gerenciar, em toda sua pirâmide organizacional (desde cada Distrito Múltiplo até cada clube), trabalhando com objetivos (o quê), metas (o quanto), avaliação de resultados, divulgação e premiação.
Volto à baila com a proposta de se criar um organismo, em nível de DML, com atribuições de, em longo prazo, em comum acordo com os Governadores:
Finalidades: Aprimorar o processo gerencial dos Distritos para:
3 - Novas práticas
Aí sim, parece que a implantação das práticas abaixo surtirá o efeito desejado:
Acreditando que se possa contribuir para esclarecer melhor e reforçar a proposta, abaixo foram transcritos trechos de algumas publicações de autoria de mestres da administração moderna e de organizações de consultoria:
Objetivos para avaliação de desempenho
Objetivo: descrição geral do resultado final que se quer atingir. O resultado esperado pode ser atingido na totalidade (missão cumprida), parcialmente (a missão não foi cumprida, mas houve alguma contribuição) ou não ser atingido (não houve contribuição alguma, perdeu-se uma oportunidade).
Ênfase nos objetivos e nos resultados
Toda organização existe, não para si mesma, mas para alcançar objetivos e produzir resultados.
É em função dos objetivos e resultados que a organização deve ser dimensionada, estruturada e orientada.
Daí a ênfase colocada nos objetivos organizacionais e nos resultados pretendidos (metas) como forma de avaliar o desempenho das organizações.
Os objetivos são valores visados ou resultados desejados pela organização. A organização espera alcançá-los por meio de sua operação eficiente. Se a operação falha, os objetivos são parcialmente alcançados ou simplesmente frustrados.
São os objetivos que justificam a existência e operação de uma organização
Meta: Descrição detalhada, possível de ser definida e medida em termos quantitativos ou qualitativos.
A definição de metas é uma das mais úteis ferramentas para o alcance de resultados concretos.
Diversos estudos realizados em várias partes do mundo em diferentes épocas mostram que a maioria daqueles que atingem o sucesso define metas para chegar onde desejam.
Sem metas definidas, uma organização pode ficar à deriva, sem saber ao certo para onde seu barco está rumando.
Tanto objetivos como metas devem ser desafiantes, mas exeqüíveis.
A participação, atuação e desempenho dos dirigentes constituem fator crítico para consecução dos objetivos/metas propostos.
Segundo a Teoria Neoclássica de Drucker:
"Toda organização deve criar uma verdadeira equipe e reunir esforços individuais num esforço comum. Cada membro da organização contribui com uma parcela diferente, mas todos devem contribuir para a meta comum. Seus esforços devem ser exercidos numa só direção e suas contribuições devem combinar-se para produzir um resultado ótimo - sem lacunas, sem atritos, sem a desnecessária duplicação de esforços.
O modelo de gerenciamento que temos agora é o da ópera. O maestro conta com um grande número de grupos diferentes que ele precisa reunir. Os artistas, o coral, o corpo de baile, a orquestra - todos têm de atuar juntos, a partir de uma partitura estabelecida de forma comum.
A Administração por Objetivos exige grande esforço e instrumentos especiais, pois, numa organização, os dirigentes não são automaticamente dirigidos para o objetivo comum."
Eficiência - uma das inovações da Administração por Objetivos está ligada à autonomia das equipes para distribuição das tarefas onde cada subdivisão se preocupa com o "como", desde que haja o alinhamento entre a meta dos componentes e da organização de modo que maximize a produção individual, atingindo maior eficiência global.
Embora saiba perfeitamente que o fórum para a colocação da presente proposta é na organização do Distrito e, vendo como ela se comporta e está montada, estou optando por um trabalho de formiguinha, não só para obter adesão à idéia mas também para que ela seja divulgada e avaliada por mais companheiros, reforçando-a, caso seja considerada uma boa alternativa....
Comentários, sugestões, críticas são bem vindas...
* CL Luiz Carlos de Oliveira