A sensibilidade é a característica que as pessoas pouco desenvolvem e é tão importante nos relacionamentos humanos. A capacidade de sentir o que os outros estão dizendo ou o que estão fazendo, perceber a profundidade dessas ações, saber compreender os outros, o que eles pensam, as diferentes idéias sobre o mesmo fato, poder sentir o cheiro de uma flor, a brisa suave tocando o próprio rosto, a beleza de uma árvore florida, enternecer-se com o sorriso de uma criança, só pode quem é sensível, isto é, quem tem sensibilidade.
Ligada à sensibilidade, como um cordão umbilical, temos a afetividade. A capacidade de amar, fazer carinho, ser atencioso, saber ouvir, dar um beijo, um abraço, só o faz quem é afetivo, ou seja, tem afetividade. Muitas vezes é a reação ao ato de sentir. É quase impossível alguém ser sensível e não afetivo. Só apanha uma flor, quem a acha linda; só faz carinho quem valoriza o carinho que recebe, só sorri quem se enternece com o sorriso franco do outro.
A afetividade é algo que a vida moderna, que nos impele a uma busca incessante por ganhos monetários e toda sua decorrência, como a competição, acaba inibindo no ser humano. Acabamos vivendo como um robô, fazendo coisas rotineiras e voltadas para os nossos objetivos primários e básicos. Muitas pessoas quando recebem um beijo ou um abraço, reagem como aquele robô do seriado famoso de outras décadas, "Perdidos no Espaço", que dizia "Não registra! Não registra!" Isto porque ele, robô não tem sensibilidade e obviamente também não tem afetividade. As pessoas, em sua maioria, vivem hoje sob a égide da lei de Gerson (Quero levar vantagem em tudo, certo?) e passam esses valores aos seus filhos, que por sua vez, repassam esse dogma e assim a sociedade vai, cada vez mais, vivendo situações de antagonismos e competições entre seres humanos. Pessoas se preocupam em vencer pessoas em qualquer situação que se apresente, seja na fila do banco, na espera do inicio de uma peça teatral, na ânsia de guardar lugar no cinema, na sala de espera do consultório médico, colocando sua bolsa na cadeira vazia na expectativa de ceder apenas a quem se quer contemplar, negando, porém, o direito a um desconhecido. A única forma de quebrar essa danosa corrente é passar aos outros a importância da sensibilidade e da afetividade, através de exemplos constantes.
Espera-se que um/a verdadeiro/a Companheiro/a Leão tenha as características de sensibilidade e afetividade. Se não os têm, deveria investir seriamente em desenvolver tais atributos porque eles são fundamentais na qualidade de vida de cada ser humano. Enfim, quem tem a honrosa missão de servir, como é o lema do Leão, deve fazê-lo com amor, carinho, muito afeto e solidariedade.