Todavia, a singularidade disso tudo, não consiste em ter falado de amor e sim em ter feito dele, a bússola a nortear milhares de homens e mulheres no Servir Desinteressado.
É consagrada a filosófica resposta de Melvin Jones, ao responder a sua primeira esposa Rose Jones porque trabalhava tanto para organizar a Associação Internacional de Lions Clubes, sem nada receber? "Estou descobrindo que ninguém avança na vida se não começa a fazer alguma coisa pelo próximo", ressalta Melvin Jones.
Esse é o grande sonho do Leão, o sonho teimoso de todos aqueles que abraçaram a causa, que acreditam e lutam por um mundo melhor. Entretanto, temos consciência de que não obstante todo o esforço para servir ao semelhante e fazer o necessitado sentir-se menos infeliz, é missão quase divina, desde quando compreendemos que o maior prêmio do Leonismo é ganhar dentro de si a indescritível e reconfortante presença de um ser superior para ajudar a minorar as carências da humanidade.
Algumas vezes, quando indagam se a nossa luta seria inútil, respondemos que não, pois, mesmo quando possamos de alguma forma subestimar a capacidade do Leonismo de juntar e unir as pessoas, logo vemos os exemplos passados e futuros e ficamos com a certeza de que o Leonismo tem dentro de si os ingredientes, o talento, para devolver a auto-estima aos corações.
E quando ouvimos que nada levamos desta vida, porém muito poderemos deixar, temos a certeza que Melvin Jones, tomado por esses impulsos, por algo vindo do íntimo, num momento de inspiração divina, fundou em 1917 o Lions, esse oásis onde os homens e mulheres de diversos países do mundo estão encontrando a fonte do amor, que é a confiança, a boa vontade, o companheirismo, a compreensão e a amizade.
* PDG José Aristóteles Falcão