Em um casamento, há idênticos procedimentos, ou seja, marido e esposa assumem, de "per si" papéis sociais, em comunhão, e os exercem sob a égide do amor conjugal, a flama necessária para a manutenção de sua relação humana.
Entretanto, o que acontece em uma convivência, mais ou menos permanente, em que as pessoas se obrigam a agir, pelo amor, é uma acomodação ante as ações que se efetivam. Aguardam-se os resultados, evidenciam-se e apontam-se as falhas e como, via de regra, chega-se aos resultados esperados, a vida continua na expectativa de que tudo acontecerá normalmente, porque os agentes responsáveis estão ali, mantendo seu compromisso e garantindo sua efetividade - são favas contadas...
Como esse conviver e esse agir permanentes não são relações formais, empresariais, de trabalho, pelas quais se usufrui lucro ou remuneração, é preciso que exista em seu contexto, um crédito de satisfação pessoal, sem o que esse relacionamento se esvai, pelo débito de uma palavra elogiosa ou de um gesto de agradecimento.
Esquece-se, por fim, que as pessoas não são máquinas e sim movidas, nessas circunstâncias, apenas e tão-somente pelo coração e que o coração busca recompensas não materiais dele também emanadas e traduzidas por reconhecimento.
A falta desse importante fator tem minado muitos relacionamentos humanos e em Lions não é diferente quanto às relações de companheirismo.
No leonismo, portanto, o reconhecimento é a única recompensa necessária e Companheiros ou Dirigentes que ignoram ou menosprezam essa prerrogativa estão, indiretamente, desestimulando a participação de Clubes e até afastando associados de grande mérito e com louvável história de amor e dedicação.
Reconhecer, pois, a eficiência de um trabalho leonístico não é alimentar vaidades, ao contrário, é mostrar a importância da participação para a grandeza do serviço desinteressado.
* CaL Eunice Rodrigues de Mello Junqueira