Servir e amar, duas das mais nobres prerrogativas do ser humano, são iguais em essência, confundem-se, até, na grandeza de seus misteres e na beleza de suas conseqüências.
Servir e amar são transfusões espontâneas, voluntárias, solidárias, beneficiando-se os envolvidos de "per si", pela reciprocidade existente entre dar e receber.
Se é pelo amor que os seres humanos se atraem e se buscam, unindo-se pelos laços da emoção, é pelo servir que se estabelecem, entre eles, os elos de ligação, forjados pela multiplicidade das carências de uns e pela exuberância de possibilidades de outros.
O amor é prestativo, o servir é caridoso. O amor é complacente, o servir é compreensivo. O amor impulsiona, o servir obriga. O amor é compromisso, o servir é responsabilidade.
Servir e amar não são, apenas, lamentar situações adversas ou modificá-las, na superfície.
Servir e amar é atuar, exercendo profundas modificações estruturais, para que, servindo, se encontre o amor, para que, amando, se encontre a razão de servir.
Amar servindo não é servir amor como óbolos sobejos de abastados farnéis. Servir amando é promover, por meio da ajuda, a independência, por meio do subsídio, o suprimento, por meio da influência, o crescimento.
A filosofia de Melvin Jones está, pois, sustentada sobre os pilares: amar e servir, ambos, jamais dissociados o que desmontaria a estrutura dessa edificação: o LIONS.
Servimos e amamos quando praticamos o companheirismo sadio, o trabalho digno, a moral elevada, o respeito à hierarquia leonística, a consideração aos Clubes Padrinhos, aos clubes irmãos, a valorização do trabalho coletivo, a divulgação do ideal leonístico, o serviço cada vez mais aperfeiçoado, a caminhada urgente para o aumento de sócios.
Amamos e servimos quando recuperamos os rumos perdidos nos caminhos da esperança humana, quando restauramos o brilho das alegrias ofuscadas pela tristeza, quando somamos vitórias sabendo dividir os louros, quando multiplicamos as conquistas sem subtrair valores.
Portanto, neste final de gestão, em que se renovam os quadros administrativos dos distritos e dos clubes, reportamo-nos a todos que já se dispuseram a ser dirigentes, governadores ou presidentes e não é demais lembrar que seu grau de amor legitima sua passagem pela administração, aquilatando-se, por ele, a excelência de seu servir.
Seu amar e servir conjugados deixarão, para a posteridade, as marcas de sua atuação, caracterizada por suas lutas, decisões, conquistas, vitórias, transformações, conforme a correspondência de seus comandados a seus objetivos, estes, também, amando e servindo.
Indeléveis e perenes, as marcas da atuação de cada comandante estarão preservadas na memória dos clubes ou distritos e o acervo de seus bons exemplos será, sempre, o paradigma das administrações posteriores.
* CaL Eunice Rodrigues de Mello Junqueira