Quando converso com companheiros geralmente ouço reclamos e uma certa desilusão com o movimento. Não é bem aquilo que se propaga e que aparenta ser, dizem alguns...
Será que o problema está nos clubes que não tem se posicionado adequadamente diante dos reais problemas da sociedade?
Será que a soma dos inúmeros desafios, que nos dias de hoje são colocados aos cidadãos a cada hora, não estaria corroendo o entusiasmo em servir o próximo por intermédio do Leonismo? .
Será que os tempos são outros e o Leonismo não exerce mais tanto atrativo como no passado?
Será que o descontentamento é um problema de uma região? E assim por diante...
Cá com meus botões, eu acredito que parte do problema está na maneira de como os clubes têm se conduzido e, com certeza, isso é reflexo das dificuldades de se sobreviver que a classe média tem enfrentado, tais como queda no poder aquisitivo; insegurança, aspectos morais etc.
Não preciso ir muito longe para sentir isso, basta conversar com meu filho de 35 anos. Ele não se imagina fazendo parte do Leonismo por quase tudo isso que acabo de escrever e eu tenho certeza que lhe dei bons exemplos.
E quanto ao clube a qual pertenço? Ele é ativo, realiza inúmeras atividades na comunidade, se posta muito bem quanto ao protocolo, divulga, está bem financeiramente, mas não se renovou. Tentamos mas não conseguimos...
Parece-me que o problema não está somente dentro dos clubes.
A meu ver a organização Lions também precisa rever certos conceitos.
É pensando neste ponto que foi elaborado o trabalho que está sendo anexado em dois arquivos.
Ele parte do princípio que, além da mudança de atitudes dentro dos clubes, como tem sido muito bem colocada por inúmeros companheiros e com o que concordo plenamente, também é necessário se mudar uma das formas de se gerenciar os Distritos.
Seu escopo baseia-se na criação de um organismo, a nível de DML, com atribuições de estabelecer metas para os Distritos (determinando-se o quê e quanto se quer chegar ao final de cada Ano Leonístico), com base nos objetivos da organização e observando-se as peculiaridades regionais, que seriam colocados aos seus dirigentes máximos.
Uma avaliação ao final seria feita e prêmios seriam distribuídos a quem os merecessem.
De forma natural e paulatina este processo se desencadearia pela pirâmide organizacional, chegando até os clubes, célula mater do Leonismo.
Por estar atrelado a desafios cujos resultados seriam avaliados, visualiza-se que ele poderia dar maior objetividade nas ações, em todos os níveis hierárquicos, e que muito contribuiria para evitar dispersão de foco e criaria ambiente propício para o aumento de satisfação dos associados e conseqüente encorajamento para se crescer ou manter o quadro.
Quando, numa organização da magnitude que todos conhecemos, se fala em mudança que envolve forma de gerenciamento, certamente estamos diante de um grande desafio e de uma luta gigantesca.
É preciso que as bases e, principalmente, a cúpula de dirigentes, caso considere uma hipótese válida e procedente, passe a digerir bem o que se quer fazer, estudando atentamente, para fortalecer a idéia e levá-la adiante.
Apreciaria que o presente material fosse examinado à luz da oportunidade de mudar o curso dos acontecimentos, que pode estar diante de nós...
A participação de cada companheiro é importante, qualquer que seja.
SAWABONA...(eu te respeito, eu te valorizo, tu és importante para mim)
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* CL Luiz Carlos de Oliveira