Quando esta família ou parte dela decide seguir uma religião, passando portanto a freqüentar uma igreja, juntam-se a outras famílias ou parte delas, criando-se uma família religiosa mais ampla. Seja como for, essa nova família será formada de pessoas distintas e que precisam ser integradas a este ideal religioso de uma forma que todos se sintam irmanados para que se ajudem mutuamente e possam levar adiante sua fé. Passam a conviver periodicamente e a se conhecerem cada vez melhor. Passam a dividir momentos de alegria e de tristeza, de sucesso e fracasso e precisam da força da fé para superar tudo isso. Aqueles que se comportam sempre com altivez em qualquer dessas circunstâncias, atingem seus objetivos de vida.
A família leonística é o que esperamos, essa junção de pessoas que comungam dos mesmos ideais e para tanto esperam atingir seus objetivos, ou seja, servir ao próximo. Nesta convivência, se aproximam mais de uns do que de outros, porém devem respeitar a todos e ajudá-los na obtenção dos objetivos comuns. Diferentemente da família religiosa, a família leonística pode ser formada de pessoas de diferentes credos, portanto, com convicções bem diferentes de outras pessoas.
Quando buscamos uma intimidade com pessoas que comungam os mesmos ideais nossos, mas que muitas vezes divergem de nossos pensamentos em relação à vida, temos que aprender a separar as coisas para não violar o limite da privacidade de cada um.Temos que dividir momentos de alegria, como aquela churrascada, boca livre, propiciada por um companheiro ou companheira, em que levamos até o cachorro da empregada e nos fartamos de comer, beber e cansamos de falar besteiras, mas também temos que nos preparar para dividir as tristezas como visitar esses mesmos companheiros em hospitais e até contemplá-los no seu velório ou de seus entes queridos. Também devemos cumprimentá-los efusivamente em seus momentos de sucesso, mas não nos esqueçamos de oferecer nosso ombro amigo em seus momentos de angústia e de pesar.
Não devemos esquecer um dos preceitos do código de ética do leão ou seja: "praticar a amizade como um fim não como um meio". Há pessoas que querem saber antes do nome da pessoa a quem estão sendo apresentadas, qual sua condição social e seu currículum vitae, com o intuito de quererem saber como usá-la no futuro. O Lions surgiu através de pessoas que divergiram destes pensamentos mesquinhos e foi criado para ser uma grande família onde todos pudessem pensar apenas no próximo, independentemente de quem esteja ao nosso lado nesta luta.
Esta é a família leonística que almejamos. Ela não é apenas uma família social, muito comum nos clubes sociais que muitas vezes freqüentamos, quando jantamos juntos, praticamos esportes juntos, jogamos cartas juntos e muitas vezes alguns fazem fofocas irresponsáveis. Àqueles que assim o fazem, seria interessante perguntar-se : Se alguém falasse de você, você gostaria ? Riria como o faz quanto o alvo é o outro ? Por isso, a família leonística deve transcender esse modelo. Podemos até fazer algumas dessas atividades juntos, mas com o maior respeito para que possamos atingir os ideais comuns.A família leonística é o alicerce do clube. É o seu maior patrimônio e cabe a todos nós a tarefa de mantê-la incólume aos problemas mundanos da vida. Se mantivermos um clima cordial e fraterno, temos tudo para ampliá-la. Se, contudo fracassarmos, ela se esvairá e o clube fechará suas portas e estaremos assinando um atestado de fracasso como seres humanos e como cristãos. Pensemos bem nisso...